
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou que “o crime e a corrupção venceram” após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os 274.411 votos recebidos por ele no primeiro turno das eleições.
“O crime organizado e a corrupção tomaram o controle das áreas estratégicas do Estado. Somente alguém com conhecimento desse quadro e coragem para mudá-lo pode evitar o agravamento dessa situação vergonhosa. Eu me preparei para ser essa pessoa. Tive a coragem de denunciar tudo e mostrar para a população o caminho a seguir. Eu tentei. Mas o crime e a corrupção venceram. Fiz minha parte, paguei e pago um alto preço por minha escolha de não ceder às tentações do poder paralelo que controla nosso estado. Sei dos riscos que corri e ainda corro. Mas nunca me chamarão de covarde”, afirmou.
Com a anulação, eles são excluídos da base de cálculo dos votos válidos e Ruas passa a ter aproximadamente 50,9%, o que possibilita sua eleição em primeiro turno.
Entenda a controvérsia
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) negou o registro de Garotinho em 11 de setembro, entendendo que o ex-governador ainda teria os direitos políticos suspensos por condenação por improbidade administrativa. A controvérsia gira em torno do início da contagem dos oito anos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. A condenação tem origem no período em que Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, governava o Estado e ele chefiava a Secretaria de Governo.
Um dia após o primeiro turno, no entanto, o ex-governador formalizou a desistência do recurso. No pedido, disse abrir mão do processo de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”. No mesmo dia, o ministro Floriano Marques de Azevedo deu dois dias para o Ministério Público se manifestar. Em 6 de outubro, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) recomendou aceitar a desistência e, se ela não for homologada, rejeitar o recurso, mantendo o indeferimento da candidatura.
O Tribunal não acolheu a desistência do recurso de Garotinho, mas anulou os votos. Douglas Ruas passa a ter aproximadamente 50,9% dos votos válidos, porcentual suficiente para vencer a disputa pelo governo do Rio no primeiro turno.
Fonte: por Estadão/Correio da Bahia,



