
O ex-deputado federal Jean Wyllys (PT-SP) falou sobre a sua relação pessoal e política com a cannabis. Segundo o ativista, a legalização e regulamentação das drogas será uma das principais bandeiras de sua campanha eleitoral em 2026.
Wyllys também criticou, em entrevista à revista Breeza, o que chamou de “timidez da esquerda” no debate sobre o tema.
De acordo com ele, o debate é inseparável de temas como racismo, encarceramento em massa e violência policial.

Ao defender uma nova abordagem para o tema, o ex-deputado afirmou que “toda proibição cria crime organizado” e argumentou que o país poderia explorar o potencial econômico da cannabis.
O Brasil poderia aproveitar o sol do Nordeste para ter plantações enormes.
Para Wyllys, a resistência à regulamentação ignora evidências internacionais e transforma casos de abuso em justificativa para políticas proibicionistas.
“As pessoas usam como regra para construir uma política de proibição que atinge a todos”, afirmou.
Ele admite, no entanto, cautela no uso recreativo:
Quando uso THC, se fumo mais do que o normal, entro numa onda mística. Começo a ter insights, revelações dos segredos do universo.
Ao comentar sobre psicodélicos, como ayahuasca e cogumelos, o ativista diz nunca ter experimentado. “Sou pisciano, não tenho terra no meu mapa. Falo comigo mesmo ‘será que vou viajar demais e vou ficar lá?’”, afirmou, rindo.
“Os três pós mais nocivos para a humanidade são o açúcar, o sal e a farinha de trigo. Não é a cocaína”, finalizou.



