
Um crime seguido de duas tragédias chocou a classe média alta do Rio de Janeiro e gerou repercussão nacional. Após não suportar a falência da família, o engenheiro Waldo de Carvalho Wunder, de 57 anos, matou a esposa, Paulette Kahane, de 48 anos, e as filhas, Carolina, de 19 anos, e Mariana, de 14 anos.
Na madrugada de 27 de maio de 2003, na cobertura onde a família vivia, com um total de 18 disparos, Waldo matou a esposa e as filhas enquanto elas dormiam, de acordo com o jornal Folha de SP. Apesar de nada justificar um assassinato, o engenheiro não superava a falencia de seus negócios, o que dificultava o convívio familiar. Carolina era estudante de odontologia na Universidade Estácio de Sá e Mariana estava na 8ª série do Colégio Carolina Patrício, uma escola cara, localizada na zona sul da cidade.
Oito anos antes do crime, Wunder foi sequestrado, e ficou 15 dias preso em um cativeiro na Favela da Rocinha, em São Conrado, durante 15 dias. O empresário foi torturado, recebeu pancadas e, mesmo depois de solto, continuou sendo ameaçado, o que o levou a adquirir armas para proteger a família.
Por causa do sequestro, Paulette teve que vender uma loja no Fashion Mall, shopping center do Rio de Janeiro, seis meses antes de ser morta pelo esposo.
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Fonte: por Felipe Sena/Correio da Bahia,



