
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu nesta segunda-feira (5) ao ato de violência política de que foi alvo, diante do ataque público feito pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que sugeriu “levar para a vala” o ex-chefe do governo brasileiro e seus eleitores. O ato de violência política do governador aliado do presidente Lula (PT) foi filmado, na última sexta-feira (2), na inauguração de um Colégio Estadual no distrito de Soares, em América Dourada (BA).
“Tivemos um presidente que sorria daqueles que estavam na pandemia sentindo falta de ar. Ele [Bolsonaro] vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta. Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira. Bota e leva tudo pra vala. Porque não é digno”, atacou o governador petista.
Bolsonaro reagiu ao que chamou de “Discurso de ódio que pode: Quando o sistema escolhe seus alvos”, criticando o silêncio e conivência das instituições como a Polícia Federal (PF) e o Supremo Tribunal Federal (STF) ao discurso carregado de ódio. E afirmou que, em qualquer cenário civilizado, tal ataque deveria gerar repúdio imediato e ações institucionais firmes.
Ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Antonio Augusto/STF).
‘Barbárie com verniz progressista’
O ex-presidente sugeriu que o tratamento seria diferente, com manchete, prisão, e processo por “discurso golpista” e “incitação ao ódio”, se em vez do governador de esquerda, fosse um bolsonarista dizendo algo remotamente parecido, ou com a palavra “vala” em qualquer contexto.
“Só há crime quando convém ao sistema, só há repressão quando o alvo é a oposição. Esse tipo de discurso, vindo de uma autoridade de Estado, não apenas normaliza o ódio como incentiva o pior: a violência política, o assassinato moral e até físico de quem pensa diferente. É a institucionalização da barbárie com o verniz de “liberdade de expressão progressista”, concluiu o ex-presidente.
“A verdadeira ameaça à democracia não está em frases de WhatsApp ou em manifestações populares. Está no alto da cadeia de poder, onde os que gritam por ‘tolerância’ e ‘combate às fake news’ são os mesmos que, na prática, incitam o ódio, mentem descaradamente e permanecem blindados por um sistema que escolheu lado”, protestou Bolsonaro.
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