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Produção da indústria baiana segue em queda e tem pior mês de março da história, segundo o IBGE

A produção industrial da Bahia seguiu em queda no último mês de março, segundo um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira (11/5). Os dados mostram uma diminuição de 6,2% em relação a fevereiro, chegando ao quarto mês seguido de baixas.

Segundo o órgão, esse foi  pior março para a indústria baiana em geral desde o início da série histórica do IBGE, que começou a ser medida em 2003. A queda baiana registrada foi bem mais intensa que a média brasileira, de -2,4%, ficando no terceiro lugar das piores diminuição entre os 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) Regional do IBGE.

PANDEMIA

O setor fabril da Bahia segue com produção muito aquém da verificada antes do início da pandemia da Covid-19, de acordo com o órgão. Se comparado aos dados de fevereiro de 2020, a queda chega a 22,6%. Mesmo em março de 2020, quando já haviam surgido os primeiros casos de Covid-19, a produção era 18,3% maior que a verificada em 2021 — neste comparativo, a Bahia sofreu a pior queda do país.

Os pesquisadores acreditam que a queda foi intensificada por conta da indústria automobilística, terceiro segmento mais significativo do setor na Bahia. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias teve o seu pior mês de março desde o início da série histórica do IBGE, 18 anos atrás, em 2003, com queda de -96,4% frente à produção de março de 2020.

ACUMULADO

No acumulado nos três primeiros meses de 2021, frente ao mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana também tem forte recuo, de -17,9%, o maior do país. Nos 12 meses encerrados em março, a indústria na Bahia caiU -11,2%, mostrando o segundo pior resultado dentre os locais pesquisados, acima apenas do Espírito Santo (-12,7%).

CONTRAMÃO

Apesar dos números negativos, apenas cinco tipos das 11 indústrias pesquisadas pelo IGBE teve queda. Entre as 6 atividades com aumento de produção em março na Bahia, os principais destaques vieram da fabricação de outros produtos químicos (15,4%) e da preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (58,4%), que também apresentou a maior taxa positiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Aratu On, 11/05/2021

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