
Os 10 advogados presos na última sexta-feira (3), durante a Operação Sintonia de Gravata, são investigados por atuar como intermediários entre integrantes de facções criminosas presos e membros das organizações que permaneciam em liberdade. De acordo com as investigações, os profissionais estariam vinculados a pelo menos 12 detentos apontados como lideranças de grupos criminosos com atuação em diferentes regiões da Bahia. As informações foram divulgadas pela TV Bahia.

Entre os principais nomes apontados está Victor de Freitas Silva, conhecido como “Da Jega”, identificado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Feira de Santana. Conforme a apuração, a advogada Maria Tereza Novaes Martins atuaria em favor dele. Já Maria Mariana Batista de Oliveira também faria a defesa de Da Jega, além de representar Fabio Santana Oliveira, o “Panda”, apontado como um dos chefes do CV em Capim Grosso, e José Lucas Silva Rocha, conhecido como “Índio”, integrante da mesma facção com atuação em Eunápolis.
Luan Mascarenhas de Souza é suspeito de atuar em favor de Francisleno de Jesus Nunes, conhecido como “Su”, “Coroa” ou “Mineiro”.
A investigação não detalhou os crimes atribuídos ao detento. Já o advogado Ícaro Cardoso Viana teria ligação com Gleidson Bomfim do Nascimento, Ademilton Mercês Alves e Décio Douglas Silva Oliveira, conhecido como “Vaqueiro”, apontado como um dos chefes do BDM. Ainda de acordo com a apuração, Tamires Felix Alves Silva também atuaria em benefício de Vaqueiro.
Outro nome citado é Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como “Léo Gringo”, apontado como uma das principais lideranças do BDM na Bahia. Segundo a investigação, ele seria representado pelos advogados Luã Santos da Costa e Joanderson Almeida dos Santos. Luã também atuaria em favor de Wesley Willian Alves dos Santos, cujos crimes não foram detalhados pelas autoridades.
Já Raiza da Silva teria atuado em favor de Ian Pedro Santos, apontado pelas investigações como uma das lideranças do Comando Vermelho no município de Casa Nova. A Operação Sintonia de Gravata investiga a suspeita de que advogados utilizavam as prerrogativas da profissão para transportar mensagens, orientar integrantes das facções e manter a comunicação entre chefes presos e criminosos em liberdade, permitindo a continuidade das atividades das organizações criminosas mesmo a partir do sistema prisional.
Fonte: por Wendel de Novais/Correio da Bahia,



