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Brasileiros deverão pagar R$ 3,6 bilhões a mais na conta de luz para evitar apagão

Com o alerta do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), dado na última quinta-feira, 22, sobre a possibilidade de falta de energia, os consumidores brasileiros poderão ter que pagar R$ 3,6 bilhões a mais na conta de luz para evitar que o Brasil enfrente apagão de energia até novembro de 2021.

O Brasil está sujeito a racionar o consumo de eletricidade por causa do esgotamento de grande parte da dos reservatórios das hidrelétricas.

O ONS salienta, no entanto, não haver ainda riscos de desabastecimento, mas a falta de potência extra necessária para atender eventuais picos de demanda e garantir a estabilidade do sistema.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o preço da tarifa de energia residencial no país mais que dobrou em oito anos. Saltou de R$ 300 por megawatt-hora em 2013 para R$ 602 em 2021 – alta de 100,6%.

Na tentativa de manter o fornecimento, cerca de R$ 726,4 milhões mensais foram gastos de janeiro a maio deste ano. Os custos adicionais cobrem o acionamento de usinas térmicas, que geram energia mais cara. O valor é repassado ao consumidor por meio do sistema de bandeiras tarifárias.

Ainda conforme o ONS, o aumento da previsão de carga foi devido ao crescimento das atividades do comércio e serviços e por conta do ritmo elevado da produção industrial, principalmente voltada para exportação.

A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abracel) informou que o atual custo mensal deve se manter até novembro próximo, quando termina o período de seca. Na teoria, a época de chuvas vai de dezembro a março ou abril. Espera-se que as precipitações em regiões onde estão as hidrelétricas sejam suficientes para encher os reservatórios. O resultado para o consumidor seria o barateando da conta de luz.

O presidente executivo da Abraceel, Reginaldo Medeiros, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, afirmou que agora é o momento de o Brasil “usar todos os recursos disponíveis para evitar um racionamento“, mesmo que saia caro. Medeiros explicou que o sistema elétrico não é o mesmo de 2001, quando o país enfrentou apagão. Por isso, a falta de energia poderá ser evitada desta vez.

“Antes, ele era fundamentalmente hidráulico; agora, há mais fontes disponíveis e um sistema mais eficiente de transmissão“, disse.

Em junho, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, garantiu que o governo federal não trabalha com a hipótese de racionamento de energia elétrica diante da pior seca dos últimos 90 anos.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Atarde, 24/07/2021

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